retalhos

Monday, November 09, 2009


... recuso-me a escrever, quase com a mesma convicção com que tranquei esta porta.. escondi a chave num sitio que já me esqueci, e todos os dias que entretanto passam vão apagando este caminho..
de um lado estás tu, e mais tu.. e todos aqueles que teimam em partir, sem aviso, sem sinais... todos os que amei e amo, e a quem chamo família, casa ... trabalho.. e que quero guardar para sempre; do outro, um à vontade que desconheço em mim, uma força que me é estranha.. mas que me leva a acreditar que posso avançar para este novo terreno sem medos...

de um lado da porta ou do outro, espreito sem vontade de a abrir.... com medo de deixar "fugir" mais alguma coisa que me pertença, que carimbei com esse meu "eu"..

que sentimento estranho e egoísta... querer vencer tudo e não querer perder nada..

Wednesday, March 04, 2009



Todas as portas nos convidam para entrar quando a insatisfação e inquetude se apodera de nós... queremos simplesmente dar-nos a descobrir a estes espaços novos e desconhecidos...
a luz, os cheiros, os sons... tudo serve para nos atrair, tudo até mesmo o silêncio, ou a estabilidade que nos prometem, através de um pequeno rasgo de novidade...
as opções são muitas...e o tempo escasseia...
procuro reencontrar-me a medo numa delas... qual será?

Monday, January 19, 2009




Onde está a LUA?!? Onde está? hooooo......

Vínhamos nós a caminho de casa, numa ginastica para fugir ao trânsito, quando o Diogo espeta o dedo no vidro, e aponta para o céu.. de repente sai-se com esta frase!!! completinha! sem tirar nem pôr! fiquei tão contente!!
É mesmo LINDO ouvi-lo e vê-lo a crescer...

Mais tarde em casa voltou a repetir a graça para o pai ouvir! Mas desta vez não tinha para onde apontar.. porque estava no banho :)

Wednesday, October 29, 2008

1s.. um olhar... e o mundo caí...

Estava a subir as escadas em direcção a uma esplanada para beber café, estava contente, sentia-me bem porque tinha passado a hora de almoço a rir, porque gosto da roupa que vesti, porque desafio o frio e a chegada do inverno com este meu sorriso....
Mas no preciso momento em que subia o ultimo degrau percebi que a mesa imediatamente à minha frente, onde estavam sentadas 4 ou 5 raparigas se calava todo o mesmo tempo, senti os olhos delas "despirem-me" em segundos..
Que sensação horrível, constragedora... tentei, mantendo o meu ar seguro, lembrar-me de alguma coisa que estivesse errrada, que estivesse suja.. mas nada.. NADA...
Aquele segundo estragou-me o dia... deixou-me "vazia".. triste... mas principalmente fechada em mim própria..
Agora aqui estou eu fechada em mim mesmo, de fones nos ouvidos, a tentar perceber porquê..

Sunday, September 21, 2008



As incertezas vivem abafadas pela confusão do dia a dia, são cada vez mais é certo... mas também mais difíceis de assumir..
deparo-me com esta realidade sem a procurar, tropeço nela em cada olhar mais atento à minha volta...e fico triste, muito triste..

tomava café sozinha numa esplanada onde costumo ir, quando percebi que à minha frente, numa mesa meio escondida por uma coluna da praça, estavam duas senhoras de idade a tomar o seu café e a conversar, quando uma delas olhou à volta e discretamente tirou um pacote da mala com uns biscoitos que distribuí-o pelos dois pratinhos, e continuaram o seu lanche.. pouco depois vi na mesa ao meu lado que uma mãe fazia a mesma coisa com um pacote de bolachas, e com um olhar mais atento percebi que nas mesas minha volta não haviam senão chávenas.. as esplanadas que antes eram um encontro social, um meio de estar e aproveitar.. estão mais "pobres".. pobres porque é impossível estar-se feliz quando temos que contar o dinheiro, quando temos que nos esconder para comer, quando estamos rodeados de montras de doces e bolos... quem queremos enganar?..

engoli o meu "pastel de nata" para que ninguém visse.. e saí dali inconformada com esta realidade... e triste..

Wednesday, August 06, 2008

Morre lentamente quem não viaja, quem não lê, quem não ouve música, quem não encontra graça em si mesmo. Morre lentamente quem destrói o seu amor-próprio, quem não se deixa ajudar. Morre lentamente quem se transforma em escravo do hábito, repetindo todos os dias os mesmos trajetos, quem não muda de marca, não se arrisca a vestir uma nova cor ou não conversa com quem não conhece. Morre lentamente quem faz da televisão o seu guru. Morre lentamente quem evita uma paixão, quem prefere o negro sobre o branco e os pontos sobre os “is” em detrimento de um redemoinho de emoções justamente as que resgatam o brilho dos olhos, sorrisos dos bocejos, corações aos tropeços e sentimentos. Morre lentamente quem não vira a mesa quando está infeliz, quem não arrisca o certo pelo incerto para ir atrás de um sonho, quem não se permite pelo menos uma vez na vida fugir dos conselhos sensatos. Morre lentamente, quem passa os dias queixando-se da sua má sorte ou da chuva incessante. Morre lentamente, quem abandona um projeto antes de iniciá-lo, não pergunta sobre um assunto que desconhece ou não responde quando lhe indagam sobre algo que sabe. Evitemos a morte em doses suaves, recordando sempre que estar vivo exige um esforço muito maior que o simples fato de respirar. Somente a perseverança fará com que conquistemos um estágio esplêndido de felicidade.

via mail.. sem autor.. :)

Tuesday, June 03, 2008




É assim que se aprende! Num dia a dia cheio de novidades e extravagâncias, há quem tenha realmente ideias muito à frente! :)